sábado, 30 de julho de 2011

Sobre tricô e meu irmão.

Eu não levo jeito com artesanato. Quando tinha uns dez anos, fui fazer curso de bordado. Moral da história: chorei de tanta raiva enquanto bordava uma toalhinha de bebê. Minha segunda tentativa foi quando comprei um novelo de lã azul pra aprender a fazer uma manta: desisti na 3º carreirinha porque eu apanhava pra colocar os pontos de volta na agulha. Impaciência sempre foi um baita defeito meu: odeio não conseguir as coisas, e me irrita que os outros não consigam as coisas que eu considero fácil. Isso não significa que eu sou malvada quando alguém me pede pra explicar algo (na maioria das vezes, eu explico com o tom de voz normal).
Minha situação com trabalho manuais é traumática, nunca gostei muito de desenhar no colégio, minhas pessoas sempre ficavam tortas. O que mais me irritava era que, o bosta do meu irmão (♥), desenhava super bem e tinha até aqueles blocos de desenho. Naquela época a gente ainda brigava, então chamei ele de bosta pra relembrar os velhos tempos.
Paciência é um dom divino, todos dizem. Mas sei lá, às vezes eu penso que paciência e tolerância andam muito unidas. Não deixo as pessoas fazerem o que bem entendem, não tolero diversas atitudes. Quando tu é muito paciente, os outros acabam se aproveitando de ti, ou então tu acaba se transformando naquela pessoa fechada, que não conta os problemas, vai engolindo todos os sapos que aparecem, até que um dia tudo excede o limite e: BUM!
Me mandem escrever 703948 vezes o Hino Nacional, mas não me peçam para bordar, tricotar, pintar, desenhar. Ainda bem que costurar pessoas é algo que me deixa bem mais animada!

(O título ficou gay, eu também achei.)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sobre Homeostase e Leis de Newton.

Durante a Inquisição, no período da Contrarreforma, a igreja católica decidiu perseguir os hereges: pessoas que atuavam de maneira contrária a seus preceitos. No decorrer da Idade Média, o poder da igreja era maior do que qualquer outra entidade, o que ampliava o significado dos preceitos católicos, englobando, além de teorias religiosas, teorias científicas e filosóficas. Célebres como Galileu Galillei e Giordano Bruno sofreram por suas ideias que, anos depois, acabaram por ser comprovadas, como é o caso da Teoria Heliocêntrica, de Galillei.
Onze séculos depois, tomamos este fato como exemplo para entender que a intolerância a novas ideias só atrasa o desenvolvimento humano. Se, na "Idade das Trevas", igreja e ciência tivessem convivido de forma harmoniosa, quiçá quantos anos antes, e quem teria descoberto que "a toda ação cabe uma reação" no lugar de Newton, no final do século XVII.
A homeostase corporal, ou seja, o equilíbrio entre a absorção e a liberação de energia, só é alcançado uma vez, no momento da morte. Tal fato se torna contraditório, pois iguala o equilíbrio à inexistência. Na verdade, mostra que a busca pelo equilíbrio é o que nos mantêm vivos.
O já batido ditado "nem oito, nem oitenta" tem seu fundo de razão; tudo que falta ou está em excesso faz mal. Abrir a mente para novas ideias é capaz de contribuir para o crescimento pessoal, ampliando nossos pontos de vista e, muitas vezes, permitindo que aperfeiçoemos nossas teses.
Na Idade Média, a população não tinha escolha entre concordar ou não com o que lhes era imposto. Hoje, vivemos na era digital, em que fontes de pesquisas são inesgotáveis. Se Pasteur não tivesse contestado a Teoria da Abiogênese, creríamos até agora que ratos nascem de roupas sujas. A partir do momento em que determinada situação gera desconfiança, é nossa obrigação buscar harmonia entre nossas crenças e o que já foi postulado. Concordo, portanto, com Einstein: uma mente que se abre a novas ideias nunca mais volta ao seu tamanho original.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sobre dinheiro e trabalho voluntário.

Dalai Lama disse: seja a mudança que você quer ver no mundo. O ato de mudar não se restringe às oito horas diárias que recebemos por nosso trabalho; sendo assim, é possível encontrarmos algo muito mais recompensador para nosso corpo e alma: o trabalho voluntário.
Até com a escolha de uma profissão que nos agrade, é normal que, após vários anos exercendo o mesmo trabalho, nos sintamos "vazios". Trabalhar em prol do próximo sem exigir nada em troca é capaz de nos trazer satisfação pessoal. Está comprovado, cientificamente, que atitudes como fazer doações ou auxiliar ONG's provocam a liberação de serotonina no sistema nervoso central, neurotransmissor que controla sensações de bem-estar e de prazer. De tal forma, mais do que auxiliar e do que proporcionar momentos de alegria a quem necessita, estamos nos presenteando com sensações agradáveis.
O excesso de preocupação com a estabilidade financeira pode levar a cometer erros, optando por profissões com boa remuneração, mas que, por outro lado, são incapazes de  trazer felicidade e paz de espírito. Da mesma forma, é imprescindível que encontremos algo que consiga nos fazer feliz. Desde meus sete anos de idade, faço parte do Movimento Bandeirante, entidade que tem como objetivo ajudar o próximo, e como lema "Semper Parata" (sempre preparado, em latim). Estar preparado é estar a dispor de quem carece, é fazê-lo por gostar, pelo sorriso e pelo agradecimento que nos dão em troca.
Quantas vezes tendemos a complicar o que é simples, julgando que o dinheiro é capaz de comprar nossa plenitude, quando, na verdade, ela se esconde nas coisas mais simples. O trabalho voluntário engrandece que o recebe, mas muito mais quem o proporciona.

domingo, 24 de julho de 2011

Sobre borrachas e futuro.

A vida é como o texto que estou escrevendo agora: sem borracha. E quando não temos como apagar o que não gostamos, precisamos rabiscar, usar corretivo, decisões que nunca deixam a folha intacta, restam marcas, cicatrizes.
Quando Chico fala: "aja duas vezes antes de pensar", ele não é muito feliz na escolha. Depois que a palavra foi dita, ou a atitude tomada, o que permanece pode não ser tão agradável. Ontem, a pergunta para a Miss RS, durante o Miss Brasil foi: se você pudesse saber algo sobre o seu futuro, o que seria? Ela, sabiamente, respondeu que, no fundo, todos sabemos nosso futuro, pois é a partir de nossas atitudes diárias que o construímos. É o tipo de coisa óbvia, mas que não nos damos por conta. O que tu fazes no teu emprego define qual cargo tu irás ocupar, teu desempenho na faculdade define o tipo de profissional que tu serás.
Teu futuro depende de ti. Se teu objetivo é ter uma linda casa, família, dinheiro para viver tranquilamente, trabalhe para isso. Não recomendo esperar pela mega-sena, ela pode não chegar. Só que, quando as coisas não derem certo, não tente encontrar culpados, a culpa também é tua. Se tu não estavas pronto quando a oportunidade chegou, tua mãe, teu irmão mais novo, teu cachorro, ninguém tem nada a ver com isso. Da mesma forma que admitimos nossas glórias, temos que admitir nossas falhas (não pensem que porque eu digo isso, considero uma tarefa fácil).

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sobre amigos e tranças.

Hoje é dia do amigo!
Não, não daqueles 600 amigos que tu tens no Facebook e no Orkut. Dia daqueles 8, no máximo 10, que você sabe que pode contar em todos os momentos. Dia daqueles que te carregaram bêbado, que te ofereceram o ombro pra chorar, que te abraçaram e estiveram ao teu lado nas piores horas, e nas melhores também! Dia daqueles que fazem tranças pra ti depois da aula (Lu♥), que te obrigam a estudar as matérias que tu detesta, que te xingam quando tu está errado, que te mostram o caminho certo a seguir e se oferecem para te guiar, caso tu esteja perdido!
Não mande "Feliz dia do amigo" aos sete cantos do mundo, só tu sabes quão ínfimo é o número de pessoas que, quando tu precisares, realmente vai estar lá. O mais importante na vida não é quantidade, e sim, qualidade. O número de amigos que eu tenho é mínimo, no entanto, o valor destas amizades é inestimável! Aproveita a internet e as tuas amizades virtuais, mas nunca te esqueças dos que estão ao teu lado, convivem contigo, te aturam diariamente!
"Se você quiser saber, o que eu sinto eu vou dizer, é amizade muito pura por você."

domingo, 17 de julho de 2011

Sobre estações e livros.

Odeio terminar livros. Detesto o sentimento de não fazer mais parte daquele romance, daquela família, daquelas vidas; fico prolongando as últimas páginas o máximo que posso, talvez seria melhor nunca ler a parte final, o "viveram felizes para sempre." Existe coisa melhor do que a eterna curiosidade sobre o que acontecerá na próxima página? Minha vontade de postergá-la tem fundamentos.
O último livro que li foi "O palácio de inverno", do John Boyne. Um livro típico de inverno, ( eu e essa minha mania de dividir os livros por estações) contexto histórico genial, drama que me faz chorar, tudo combinando com inverno, chuva, cobertores e frio. Quando o ano começou, me prometi que não deixaria de ler coisas que eu gosto por causa do vestibular. Minha decisão não implica em diminuir as horas de estudo, significa saber organizar o horário para ter tempo de fazer tudo o que quero. Como já dizia Mário Quintana: o verdadeiro analfabeto é aquele que sabe ler, mas não o faz. Comecei a amar livros na minha 4ª série, quando descobri o que era Harry Potter. Meu gosto pela leitura iniciou-se ali, e é graças a ele que hoje ganho mais livros de aniversário do que qualquer outra coisa. Troco tranquilamente uma roupa ou sapato novo por um livro que eu queira ler; é questão de cultura, eu sei; coisas que se aprende na infância...
A internet disponibiliza livros para todos que queiram ler, as bibliotecas públicas existem em quase todas as cidades. Para 99% da população, não existe outra justificativa para não ler, além da preguiça e do relaxamento. Claro que é mais prático assistir a novela, o Faustão ou o Gugu, no entanto, só quem já leu algo que realmente gostasse sabe o quão satisfatório é ter a permissão do autor para conhecer seu mundo imaginário, montá-lo na sua mente, desvendar crimes, chorar, sorrir, torcer e, muitas vezes, querer não terminar a leitura, deixar que a história viva para sempre.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sobre profissões e bem-estar.

Essa semana tive uma palestra muito interessante com um médico. Em uma hora, ele falou como é a vida de um médico, todos os pontos negativos e positivos. Depois daquilo tive certeza que é isso que eu quero fazer pelo resto da minha vida. Não me importo com os chamados fora de hora, com a quantidade de tempo dedicada ao estudo, com as dificuldades para chegar na residência, inclusive as que passo agora, para entrar na faculdade. Como é importante fazer o que gostamos, o que realmente nos satisfaz. Meu professor de história diz que quando acorda de manhã, ele não pensa que vai trabalhar, ele vai se divertir. Quero poder sentir o mesmo depois de formada, ainda que pareça macabro divertir-se com a doença alheia. Acontece que, a diversão não está na doença, está em ver a pessoa curada, em saber que tu salvaste a vida de alguém, que tu devolveste a felicidade a alguma família.
Independentemente da área de atuação, encontrar no emprego muito mais do que uma forma de sustento é essencial. O profissional só é excelente quando faz aquilo que gosta, aquilo que lhe traz alegria e bem-estar. Talvez a maior prova disso seja as pessoas que ainda querem se tornar professores, lutar pela educação no nosso país, que tanto carece neste quesito. Quando teus pais dizem que determinada profissão está saturada, ignore; não existem profissões superlotadas, o melhor sempre irá se destacar, independente do tamanho da concorrência.
Não se acomode: escolha a profissão que te faz feliz, não por causa da remuneração, do status, da praticidade ou da influência dos teus pais. Só existe uma pessoa capaz de decidir o que tu deves fazer pelo resto da vida: tu.