sexta-feira, 16 de março de 2012

Sobre mudanças e juventude.


“Você diz que quer uma revolução, bem, você sabe, todos nós queremos mudar o mundo.” Assim inicia uma das músicas do famoso quarteto de Liverpool, eterno símbolo do rock’n roll e do bom gosto musical. "Revolution", criada por John Lennon e Paul McCartney se insere no contexto da Guerra do Vietnã e da Revolta Estudantil  em Paris, na década de 60. Também ligada à Guerra do Vietnã, surge o movimento Hippie, em que jovens americanos defendiam a paz, o amor e a liberdade.
Tanto em meados do século anterior, quanto no século XXI, algo intrínseco a juventude é o desejo de mudança. Existe uma esperança de alterar tudo que está errado no mundo, e a mesma é capaz de muitas conquistas. Em 2011, países como Tunísia, Egito e Líbia foram palco da primavera árabe: adolescentes organizaram um levante para tirar do poder ditadores com mandatos de até 30 anos.As manifestações para unir os jovens iniciaram na internet, o que levou a revolta a ser chamada de digital. Fato é que, os presidentes dos três países foram depostos e a chama da mudança inflamou e continua inflamando vários países vizinhos.
Conforme envelhecemos, essa vontade de arriscar vai dando lugar ao comodismo. Nos contentamos com o sofá e o controle da televisão na mão para vermos as notícias, ao invés de tentarmos fazer parte delas. Ao que tudo indica, a esperança é inversamente proporcional a nossa idade. Há uma "inconsequência positiva" que nos permite tomarmos decisões que normalmente não teríamos coragem. Tenho 19 anos, e já fiz três anos de cursinho pré-vestibular; me considero uma pessoa corajosa, afinal, teria sido muito mais prático escolher um curso mais fácil e me contentar com a profissão que não é a dos meus sonhos.
"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo." A vontade de mudar não se resume ao exterior, mudar a si também é essencial, e se sobressai nos adolescentes. Unindo canções como "Revolution", dos Beatles, "Metamorfose Ambulante" e "Tente Outra Vez", do Raul Seixas, temos um hino da juventude, mostrando todos os seus desejos, anseios e características. Espero, daqui vinte anos, ainda lembrar que basta ser sincero e desejar profundo para ser capaz de sacudir o mundo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sobre oportunidades e epifanias.

Há mais de uma semana tô pensando sobre o assunto que queria escrever no blog. Não me vinha nada em mente...estava me conformando com a confirmação da hipótese que tinha levantado dias antes: as férias tinham me dominado completamente.
Ontem, no banho, dei uma de Clarice Lispector e tive uma epifania. Quanto mais tu espera, menos as coisas acontecem; tentar pensar no assunto sem estar com os dedos no teclado e com a página do blog aberta, ou sem um papel e uma caneta, é totalmente imprestável. Depois disso, acabei me dando conta que é assim  para quase tudo. Não devo ser a única que deita na cama e fica planejando um zibilhão de coisas, o que vai falar, o que vai fazer, e por fim, acabar optando por ficar de boca calada ou não agir. Acontece que planejamentos nem sempre dão certo. Aliás, na maioria das vezes as coisas não saem de acordo com o planejado. Nessas horas, precisamos dançar conforme a música, aprender o novo ritmo, adequar-se. Não falo de conformidade, conformar-se com as situações que a vida impõe costuma gerar pessoas medíocres. Estar pronto para o que quer que surja e transformar os acontecimentos em oportunidades é o que diferencia as pessoas.
Tudo acontece por alguma razão, e o mundo é bão, sebastião! :)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Sobre folhas e 2012.

...You say, one love, one life
It's onde you need in the night...

Uma vida inteira, e mesmo assim falta tempo pra fazer tudo aquilo que queremos fazer (ou, pelo menos, dizemos querer). Não é meio decepcionante parar pra pensar sobre o tempo que desperdiçamos fazendo nada? Um universo pra ser descoberto, e eu aqui, deitada.
Quando chega dezembro, todo mundo já tá meio cansado da vida que está levando, das coisas que estão acontecendo, e as metas para o ano que vem surgem como uma enchurrada. Esse tique do relógio que faz o 31/12 - 23h59min59seg se transformar em 01/01 - 00h00min01seg traz consigo uma onda que leva todas as nossas decepções, tristezas e angústias embora, deixando um espírito de renovação, uma esperança de que tudo pode ser diferente, de que essa nova página está totalmente branca, pronta pra que eu escreva, pinte e até apague, afinal, sempre é possível descobrir algo que não valeu a pena ocupar espaço na nova folha.
Assim como na nova página do livro da vida, uma folha em branco para escrever tudo que deseja concretizar no novo ano é essencial. Aprendi que tudo que escrevo levo mais a sério, parece que as palavras estão lá, gravadas, para me lembrar e cobrar que cumpra o que prometi.
Espero que em 2012, vocês saibam utilizar com muita coerência a página de vocês; escolham bem o momento de usar caneta, de usar o lápis para evitar os possíveis aborrecimentos que as marcas podem deixar, mas, principalmente: preencham. Preencham a folha com tudo que os faz feliz, os faz querer viver e torna a vida de vocês completa.
Um maravilhoso 2012!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sobre céu e vontades.

Semana passada tive, mais uma vez, aquelas vontades que vem do além, e parece que tu não sossega até fazer o que quer. Pois bem, do nada, eu senti vontade de deitar na grama, de madrugada, pra ficar olhando para as estrelas. Quem nunca sentiu necessidade de natureza? Poucas coisas são tão legais do que momentos a sós com ela. Ver o sol nascer, o sol ir embora, a lua aparecer super redonda no céu (melhor ainda quando se enxerga o tal coelho dos apaixonados) acompanhada pelas estrelinhas. Dá uma sensação de renovação de espírito, a alma fica leve.
Ultimamente ando sentimental demais, e esses momentos que fazem tu parar pra refletir e fica meio perplexo com a sorte que tu tem e, o número de vezes que não dá valor pra isso faz com que meus olhos se encham de lágrimas. Parece que nada pode ser pior do que nossos problemas (que geralmente conseguem ser infnitamente medíocres).
Aquela frase que diz que o sol dá um dos espetáculos mais lindos da Terra ao nascer e encontra a maior parte da plateia dormindo é verdade. Talvez devêssemos parar de esperar por uma plateia de milhões, o holofote no nosso rosto, o mundo em silêncio esperando pela nossa participação. Acordar todas as manhãs crente de que o dia será um espetáculo e que tu vai fazer o papel principal pode ser uma boa maneira de evitar aborrecimentos, reclamações infundadas.
A partir de hoje vou tentar, cada vez que uma reclamação vier à tona, lembrar da lua e do céu estrelado.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sobre horizontes e revolução.

Tudo isso já faz parte da rotina, e a rotina já faz parte de você.

Os dias eram todos iguais: a mesma música como despertador, os mesmos passos, a comida com o mesmo gosto, as mesmas ruas, os mesmos rostos. No início é divertido, mas depois de um tempo, acaba enjoando. E quando cansa, o que fazer? Tem gente que não muda, que permanece estagnado, por puro conforto. Não sou desse tipo, prefiro um momento na vida meio economia-da-Rússia-durante-a-revolução: um passo para trás e dois para frente.
 Quando cansa dá vontade de revolucionar: cortar o cabelo, mudar o trajeto, mudar as pessoas, mudar o restaurante, até o toque do despertador dá vontade de mudar.
Certamente, nas primeiras vezes o novo trajeto vai ser estranho, pode parecer pior; depois de algumas vezes que tu percorres, acabas te dando conta que foi uma ótima escolha, ainda que necessário cuidar onde andava e  as ruas que escolhia. Pode ser que nesse novo trajeto te olhem estranho graças ao novo corte de cabelo, ou que a comida pareça sem sal no restaurante que tu decidiu parar. No início, tudo são desafios, mas mais do que desafios, tudo é uma questão de ampliar os horizontes (novos horizontes, se não for isso, o que será?), ter sede de novo, não permitir que a rotina acomode e que nos conformemos com o "meio-termo".

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sobre ser médico e a minha visão.

Hoje é dia do que eu quero que seja o meu dia pelo resto dos dias.
Quero acordar todas as manhãs (ou madrugadas, frequentemente) e pensar: feliz dia do médico.
Cada dia que passa aumenta a minha certeza sobre o que eu gosto, quero, me faz feliz e me emociona. Escolher como profissão algo que traga toda essa gama de sentimentos é essencial pra satisfação pessoal. Pode ser que eu ainda viva a parte utópica da história, mas não, não assisto nem me baseio em House ou Grey's Anatomy.
As dificuldades para quem deseja essa profissão iniciam antes mesmo de entrar na faculdade, que é o meu estágio. Sinto que o pré-vestibular é uma espécie de seletor que testa a tua resistência e a vontade que tu realmente tens de seguir a profissão porque, sinceramente, se tu não quiseres MUITO, vais acabar desistindo. A rotina que vai te acompanhar por toda a vida também deve ser um teste, afinal, teus dias terão horários bem divertidos. Às vezes tu vai ficar triste, vai dar notícias ruins, vai receber notícias ruins e vai lidar com a morte e a tristeza das pessoas.
Apesar disso, porque eu ainda quero ser médica?
Porque se às vezes vou lidar com tristeza, outras tantas vou lidar com a alegria, com notícias animadoras e, o principal: vou lidar com a vida.
Creio que ser médico é capaz de te fazer enxergar diariamente o valor que a vida tem, e o número de pessoas que descobrem isso quando é quase tarde. Tratar a dor e a tristeza para devolver a esperança e a felicidade é algo que me fascina e é a motivação que tenho para seguir rumo ao meu objetivo.

Feliz dia do médico para todos que já são ou estão em vias de se tornar!

sábado, 15 de outubro de 2011

Sobre emoções e sorrisos.

"Deve haver alguma coisa que ainda te emocione."
E aí, quando tu ouves essa frase, o que pensa? Tu sabes o que te emociona, quem te emociona?
Normalmente as coisas simples fogem da nossa visão, vivemos esperando por momentos gloriosos, por fatos extraordinários, sem perceber que, a extraordinariedade está muito mais nos olhos de quem vê, do que naquilo que acontece. Discorda? Não sei vocês, mas quando eu chego em casa e meu cachorro pula em mim e fica pedindo carinho, me emociono. Quando eu vejo que tenho uma família linda e cultivo grandes amizades, me emociono. Me emociono ouvindo músicas, só pensar em algumas coisas, já me emociona. Só não vale deixar de se emocionar com beijos, abraços, sorrisos, sentimentos e pessoas, afinal, nesse contexto elas também são coisas.
Tu não precisas responder para os outros, precisa somente saber a resposta. Quando ouvir de novo a frase "deve haver alguma coisa que ainda te emocione", espero que diversas coisas, fatos e pessoas te venham a mente. Viver sem algo que te anime, te dê alegria e prazer passa muito longe da minha definição do verbo viver.