Durante a Idade Média, vigorava uma sociedade estamental cujo topo era ocupado pelo órgão de maior influência da época: o clero. A igreja manipulava os fiéis de forma avassaladora, controlando o modo de pensar, agir e falar de toda a população. Entre as ações consideradas motivos para a excomunhão estava o riso; humor era sinônimo de pecado.
Com o desenvolvimento comercial e a chegada de novas ideias com o Renascimento e Iluminismo, o mundo passa a ter uma visão antropocêntrica, colocando o homem como a maior criação divina. O surgimento de cantigas, teatros e literatura trouxe momentos de descontração aos que, anteriormente, desconheciam o lazer. Gil Vicente, autor português do período Humanista, criava peças conhecidas como "farsas", em que criticava de forma irônica e cômica algum costume da sociedade. Uma das mais famosas, "A farsa de Inês Pereira", ironiza a ocorrência do casamento por interesse, fato comum naquela época.
No Brasil, uma das primeiras obras a possuir caráter cômico é de Manuel Antônio de Almeida, "Memórias de um Sargento de Milícias", onde conhecemos o primeiro "anti-herói" brasileiro: Leonardinho. Contrariando o período romântico em que a obra se insere, ela reduz o idealismo e se aproxima da realidade social do Rio de Janeiro durante o período Joanino. Machado de Assis, um dos maiores (se não o maior) autores da literatura brasileira, ficou conhecido e marcado pela ironia e humor com que criticava e analisava psicologicamente seus personagens.
Atualmente, os meios de comunicação propiciam um humor que vai muito além das folhas de um livro ou das salas de um teatro: é possível dar muitas gargalhadas em frente ao computador, procurando vídeos humorísticos. Pessoas "comuns" acabam tornando-se famosas devido aos seus "vlogs": sites em que postam vídeos que tratam de temas cotidianos com uma pitada de humor. Tenho vinte anos e meu pai 58, no entanto, quando ligamos a televisão, a preferência é a mesma: assistir à séries de comédia, inicialmente popularizadas nos Estados Unidos, e agora com fama mundial.
O humor tem como principal função permitir momentos de lazer e descontração a fim de que esqueçamos um pouco os problemas. Contudo, Frejat já dizia em uma de suas canções: e que você descubra que rir é bom, mas que rir de tudo é desespero. Pessoas que acham graça em tudo provavelmente consideram essa uma forma de esconder seus medos e frustrações, enquanto os "carrancudos" espalham por aí seu mau-humor eterno.
Independentemente da forma escolhida, rir é um exercício para a alma; seja dos deboches de Machado de Assis ou das piadas da coluna de jornal, que encontremos o equilíbrio para não parecermos nem remanescentes da Idade Média, nem desesperados.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Senti saudade!
Eu estava com saudade de escrever. Não posso culpar apenas a falta de tempo, a falta de vontade quando havia algum tempo disponível ajudou. Queria ter feito mais posts, talvez se eu tivesse me programado melhor...no entanto, como o tempo verbal utilizado já diz, o pretérito é imperfeito, e não sobrevivemos a base de "se's".
Com a chegada de um novo ano, muito mais do que estamos acostumados a tentar, devemos deixar os "se's" e os pretéritos (que quanto mais pensamos, mais imperfeitos se tornam) de lado. Um leque de 365 oportunidades, com 8760 horas para executarmos tudo que planejamos está pronto para se abrir. E isso não depende do seu aproveitamento das 8760 horas passadas, o tempo não guarda ressentimentos, está disponível para quem quiser fazer bom uso do que ele tem a oferecer.
Portanto, não creio que meu conselho tenha validade apenas com o bater do sino às 00h do dia 01. Todo dia é dia de mudar, independente de ser 20, 6, ou 31. Recorde apenas o que te faz bem, não perca tempo programando acontecimentos que já passaram, e que não irão se repetir. O agora é uma dádiva, e por isso se chama presente.
Drummond já nos alertava há tempos, "é dentro de você que o Ano Novo cochila, e espera DESDE SEMPRE".
Feliz 2013 :)
Com a chegada de um novo ano, muito mais do que estamos acostumados a tentar, devemos deixar os "se's" e os pretéritos (que quanto mais pensamos, mais imperfeitos se tornam) de lado. Um leque de 365 oportunidades, com 8760 horas para executarmos tudo que planejamos está pronto para se abrir. E isso não depende do seu aproveitamento das 8760 horas passadas, o tempo não guarda ressentimentos, está disponível para quem quiser fazer bom uso do que ele tem a oferecer.
Portanto, não creio que meu conselho tenha validade apenas com o bater do sino às 00h do dia 01. Todo dia é dia de mudar, independente de ser 20, 6, ou 31. Recorde apenas o que te faz bem, não perca tempo programando acontecimentos que já passaram, e que não irão se repetir. O agora é uma dádiva, e por isso se chama presente.
Drummond já nos alertava há tempos, "é dentro de você que o Ano Novo cochila, e espera DESDE SEMPRE".
Feliz 2013 :)
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Queira.
De 1965 a 1984, o Brasil viveu um período em que reinava a intolerância: a Ditadura Militar. Com órgãos direcionados unicamente à repressão, o governo controlava todas as manifestações artísticas, incluindo a música. Chico Buarque, Caetano Veloso, Elis Regina entre outros, sofreram com a análise que impedia diversas músicas de serem publicadas. Nesse mesmo tempo, um "Maluco Beleza" também tentava passar suas mensagens por meio de músicas. "Queira, basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo" é uma das frases mais inspiradoras da música brasileira.
Sem dúvida, seguir o conselho de Raul Seixas, no título de sua canção, e tentar outra vez é uma tarefa difícil. Não fomos acostumados ou ensinados a lidar com a derrota e controlar a decepção. Por mais que, na infância, ouçamos pais e professores dizendo que o importante é participar, é do gênio humano querer vencer. Na Inglaterra, a inveja da posse do trono por Ricardo, Coração de Leão fez seu irmão, João, Sem-terra criar um plano para matá-lo, que só não foi posto em prática por obra do destino, que matou o rei antes do previsto.
Sou pré-vestibulanda, e mesmo sem saber como lidar com resultados que não condizem com meus objetivos, fui obrigada a aprender. Entender a importância de tentar, "retentar", tentar outra vez e tantas outras quanto for necessário para vencer é essencial. A necessidade de resultados imediatos acaba nos distanciando dos nossos verdadeiros sonhos. Estou no terceiro ano de pré-vestibular e entendi que quem realmente vence é quem persiste e insiste naquilo que quer. Mais do que meu sonho, é meu objetivo ser médica; não consigo me imaginar fazendo outro curso, e não tenho intenção alguma de ser uma profissional frustrada.
Humberto Gessinger, com convicção, cantava que não veio até aqui para desistir agora. Insipirando-se nele, temos que crer que a cada passo dado estamos mais próximos do que queremos. O passo mais importante de uma caminhada é o primeiro, pois, a partir dele, temos motivação para seguir até o fim. Às vezes, imprevistos podem nos deixar para baixo, mas se unirmos a positividade de Raul Seixas com a determinação de Gessinger, dificilmente "ficaremos parados, com a cabeça nas nuvens e os pés no chão."
Sem dúvida, seguir o conselho de Raul Seixas, no título de sua canção, e tentar outra vez é uma tarefa difícil. Não fomos acostumados ou ensinados a lidar com a derrota e controlar a decepção. Por mais que, na infância, ouçamos pais e professores dizendo que o importante é participar, é do gênio humano querer vencer. Na Inglaterra, a inveja da posse do trono por Ricardo, Coração de Leão fez seu irmão, João, Sem-terra criar um plano para matá-lo, que só não foi posto em prática por obra do destino, que matou o rei antes do previsto.
Sou pré-vestibulanda, e mesmo sem saber como lidar com resultados que não condizem com meus objetivos, fui obrigada a aprender. Entender a importância de tentar, "retentar", tentar outra vez e tantas outras quanto for necessário para vencer é essencial. A necessidade de resultados imediatos acaba nos distanciando dos nossos verdadeiros sonhos. Estou no terceiro ano de pré-vestibular e entendi que quem realmente vence é quem persiste e insiste naquilo que quer. Mais do que meu sonho, é meu objetivo ser médica; não consigo me imaginar fazendo outro curso, e não tenho intenção alguma de ser uma profissional frustrada.
Humberto Gessinger, com convicção, cantava que não veio até aqui para desistir agora. Insipirando-se nele, temos que crer que a cada passo dado estamos mais próximos do que queremos. O passo mais importante de uma caminhada é o primeiro, pois, a partir dele, temos motivação para seguir até o fim. Às vezes, imprevistos podem nos deixar para baixo, mas se unirmos a positividade de Raul Seixas com a determinação de Gessinger, dificilmente "ficaremos parados, com a cabeça nas nuvens e os pés no chão."
quinta-feira, 31 de maio de 2012
O "X" da questão
Há algum tempo, deparei-me refletindo a respeito da palavra "extraordinário". Separando o radical, concluí que o significado denotativo é próximo a: além daquilo que é ordinário ou comum. Na teoria, simples, mas na prática, nem tanto. Talvez uma das maiores qualidades do ser humano seja conseguir ver o que a rotina esconde. Ainda que o trajeto seja o mesmo, vê-lo de outra forma pode ser a solução.
A satisfação de uma boa leitura dificilmente é substituída por outra arte. Ver um quadro é agradável e inspirador; no entanto, entrar na vida de um personagem é capaz de nos emocionar, proporcionando risos, lágrimas e até indignação. Interessante mesmo é quando o autor não precisa criar uma história para emocionar, ele consegue isso falando a respeito de banalidades. Humberto Gessinger, ex-vocalista da banda "Engenheiros do Hawaii", aprendeu a transformar em texto tudo aquilo que já transmitia por canções. Como não admirar alguém que cria enquanto espera no aeroporto, ou repara o percurso que faz até o tênis? Estava mais certo do que imaginava ao dizer que o "x" da questão é ver além da máscara.
A satisfação de uma boa leitura dificilmente é substituída por outra arte. Ver um quadro é agradável e inspirador; no entanto, entrar na vida de um personagem é capaz de nos emocionar, proporcionando risos, lágrimas e até indignação. Interessante mesmo é quando o autor não precisa criar uma história para emocionar, ele consegue isso falando a respeito de banalidades. Humberto Gessinger, ex-vocalista da banda "Engenheiros do Hawaii", aprendeu a transformar em texto tudo aquilo que já transmitia por canções. Como não admirar alguém que cria enquanto espera no aeroporto, ou repara o percurso que faz até o tênis? Estava mais certo do que imaginava ao dizer que o "x" da questão é ver além da máscara.
Quando encontramos uma receita que parece deliciosa, não é normal guardarmos para algum momento especial? Quantas vezes abraçamos e dizemos "eu te amo" às nossas mães, além do dia dedicado a elas? Ver além da máscara é preparar um banquete para si, é acordar a mãe com um café-da-manhã na cama, numa segunda-feira qualquer. O além-mar não está tão distante quanto se imagina.
Saint-Exupéry já afirmou que o essencial é invisível aos olhos. Nossa mania de buscar por momentos especiais nos cega ainda mais daquilo que já é invisível. Sou pré-vestibulanda e sei que é impossível não viver com uma rotina regrada. Com horário para tudo, às vezes é inevitável esquecer de ver aquilo que os olhos não conseguem. Desde que li "Nas Entrelinhas do Horizonte", busco o que está nas entrelinhas do meu despertador tocando, dos meus horários de estudo, daquela questão de matemática que parece não ter solução. Posso dizer que cheguei a uma conclusão: o "x" da matemática, quando visto pelos olhos de quem conhece o "x" da questão do livro, torna-se muito mais bonito.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Sobre mudanças e juventude.
“Você diz que quer uma revolução, bem, você sabe, todos nós queremos mudar o mundo.” Assim inicia uma das músicas do famoso quarteto de Liverpool, eterno símbolo do rock’n roll e do bom gosto musical. "Revolution", criada por John Lennon e Paul McCartney se insere no contexto da Guerra do Vietnã e da Revolta Estudantil em Paris, na década de 60. Também ligada à Guerra do Vietnã, surge o movimento Hippie, em que jovens americanos defendiam a paz, o amor e a liberdade.
Tanto em meados do século anterior, quanto no século XXI, algo intrínseco a juventude é o desejo de mudança. Existe uma esperança de alterar tudo que está errado no mundo, e a mesma é capaz de muitas conquistas. Em 2011, países como Tunísia, Egito e Líbia foram palco da primavera árabe: adolescentes organizaram um levante para tirar do poder ditadores com mandatos de até 30 anos.As manifestações para unir os jovens iniciaram na internet, o que levou a revolta a ser chamada de digital. Fato é que, os presidentes dos três países foram depostos e a chama da mudança inflamou e continua inflamando vários países vizinhos.
Conforme envelhecemos, essa vontade de arriscar vai dando lugar ao comodismo. Nos contentamos com o sofá e o controle da televisão na mão para vermos as notícias, ao invés de tentarmos fazer parte delas. Ao que tudo indica, a esperança é inversamente proporcional a nossa idade. Há uma "inconsequência positiva" que nos permite tomarmos decisões que normalmente não teríamos coragem. Tenho 19 anos, e já fiz três anos de cursinho pré-vestibular; me considero uma pessoa corajosa, afinal, teria sido muito mais prático escolher um curso mais fácil e me contentar com a profissão que não é a dos meus sonhos.
"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo." A vontade de mudar não se resume ao exterior, mudar a si também é essencial, e se sobressai nos adolescentes. Unindo canções como "Revolution", dos Beatles, "Metamorfose Ambulante" e "Tente Outra Vez", do Raul Seixas, temos um hino da juventude, mostrando todos os seus desejos, anseios e características. Espero, daqui vinte anos, ainda lembrar que basta ser sincero e desejar profundo para ser capaz de sacudir o mundo.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Sobre oportunidades e epifanias.
Há mais de uma semana tô pensando sobre o assunto que queria escrever no blog. Não me vinha nada em mente...estava me conformando com a confirmação da hipótese que tinha levantado dias antes: as férias tinham me dominado completamente.
Ontem, no banho, dei uma de Clarice Lispector e tive uma epifania. Quanto mais tu espera, menos as coisas acontecem; tentar pensar no assunto sem estar com os dedos no teclado e com a página do blog aberta, ou sem um papel e uma caneta, é totalmente imprestável. Depois disso, acabei me dando conta que é assim para quase tudo. Não devo ser a única que deita na cama e fica planejando um zibilhão de coisas, o que vai falar, o que vai fazer, e por fim, acabar optando por ficar de boca calada ou não agir. Acontece que planejamentos nem sempre dão certo. Aliás, na maioria das vezes as coisas não saem de acordo com o planejado. Nessas horas, precisamos dançar conforme a música, aprender o novo ritmo, adequar-se. Não falo de conformidade, conformar-se com as situações que a vida impõe costuma gerar pessoas medíocres. Estar pronto para o que quer que surja e transformar os acontecimentos em oportunidades é o que diferencia as pessoas.
Tudo acontece por alguma razão, e o mundo é bão, sebastião! :)
Ontem, no banho, dei uma de Clarice Lispector e tive uma epifania. Quanto mais tu espera, menos as coisas acontecem; tentar pensar no assunto sem estar com os dedos no teclado e com a página do blog aberta, ou sem um papel e uma caneta, é totalmente imprestável. Depois disso, acabei me dando conta que é assim para quase tudo. Não devo ser a única que deita na cama e fica planejando um zibilhão de coisas, o que vai falar, o que vai fazer, e por fim, acabar optando por ficar de boca calada ou não agir. Acontece que planejamentos nem sempre dão certo. Aliás, na maioria das vezes as coisas não saem de acordo com o planejado. Nessas horas, precisamos dançar conforme a música, aprender o novo ritmo, adequar-se. Não falo de conformidade, conformar-se com as situações que a vida impõe costuma gerar pessoas medíocres. Estar pronto para o que quer que surja e transformar os acontecimentos em oportunidades é o que diferencia as pessoas.
Tudo acontece por alguma razão, e o mundo é bão, sebastião! :)
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Sobre folhas e 2012.
...You say, one love, one life
It's onde you need in the night...
Uma vida inteira, e mesmo assim falta tempo pra fazer tudo aquilo que queremos fazer (ou, pelo menos, dizemos querer). Não é meio decepcionante parar pra pensar sobre o tempo que desperdiçamos fazendo nada? Um universo pra ser descoberto, e eu aqui, deitada.
It's onde you need in the night...
Uma vida inteira, e mesmo assim falta tempo pra fazer tudo aquilo que queremos fazer (ou, pelo menos, dizemos querer). Não é meio decepcionante parar pra pensar sobre o tempo que desperdiçamos fazendo nada? Um universo pra ser descoberto, e eu aqui, deitada.
Quando chega dezembro, todo mundo já tá meio cansado da vida que está levando, das coisas que estão acontecendo, e as metas para o ano que vem surgem como uma enchurrada. Esse tique do relógio que faz o 31/12 - 23h59min59seg se transformar em 01/01 - 00h00min01seg traz consigo uma onda que leva todas as nossas decepções, tristezas e angústias embora, deixando um espírito de renovação, uma esperança de que tudo pode ser diferente, de que essa nova página está totalmente branca, pronta pra que eu escreva, pinte e até apague, afinal, sempre é possível descobrir algo que não valeu a pena ocupar espaço na nova folha.
Assim como na nova página do livro da vida, uma folha em branco para escrever tudo que deseja concretizar no novo ano é essencial. Aprendi que tudo que escrevo levo mais a sério, parece que as palavras estão lá, gravadas, para me lembrar e cobrar que cumpra o que prometi.
Espero que em 2012, vocês saibam utilizar com muita coerência a página de vocês; escolham bem o momento de usar caneta, de usar o lápis para evitar os possíveis aborrecimentos que as marcas podem deixar, mas, principalmente: preencham. Preencham a folha com tudo que os faz feliz, os faz querer viver e torna a vida de vocês completa.
Um maravilhoso 2012!
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Sobre céu e vontades.
Semana passada tive, mais uma vez, aquelas vontades que vem do além, e parece que tu não sossega até fazer o que quer. Pois bem, do nada, eu senti vontade de deitar na grama, de madrugada, pra ficar olhando para as estrelas. Quem nunca sentiu necessidade de natureza? Poucas coisas são tão legais do que momentos a sós com ela. Ver o sol nascer, o sol ir embora, a lua aparecer super redonda no céu (melhor ainda quando se enxerga o tal coelho dos apaixonados) acompanhada pelas estrelinhas. Dá uma sensação de renovação de espírito, a alma fica leve.
Ultimamente ando sentimental demais, e esses momentos que fazem tu parar pra refletir e fica meio perplexo com a sorte que tu tem e, o número de vezes que não dá valor pra isso faz com que meus olhos se encham de lágrimas. Parece que nada pode ser pior do que nossos problemas (que geralmente conseguem ser infnitamente medíocres).
Aquela frase que diz que o sol dá um dos espetáculos mais lindos da Terra ao nascer e encontra a maior parte da plateia dormindo é verdade. Talvez devêssemos parar de esperar por uma plateia de milhões, o holofote no nosso rosto, o mundo em silêncio esperando pela nossa participação. Acordar todas as manhãs crente de que o dia será um espetáculo e que tu vai fazer o papel principal pode ser uma boa maneira de evitar aborrecimentos, reclamações infundadas.
A partir de hoje vou tentar, cada vez que uma reclamação vier à tona, lembrar da lua e do céu estrelado.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Sobre horizontes e revolução.
Tudo isso já faz parte da rotina, e a rotina já faz parte de você.
Os dias eram todos iguais: a mesma música como despertador, os mesmos passos, a comida com o mesmo gosto, as mesmas ruas, os mesmos rostos. No início é divertido, mas depois de um tempo, acaba enjoando. E quando cansa, o que fazer? Tem gente que não muda, que permanece estagnado, por puro conforto. Não sou desse tipo, prefiro um momento na vida meio economia-da-Rússia-durante-a-revolução: um passo para trás e dois para frente.
Quando cansa dá vontade de revolucionar: cortar o cabelo, mudar o trajeto, mudar as pessoas, mudar o restaurante, até o toque do despertador dá vontade de mudar.
Certamente, nas primeiras vezes o novo trajeto vai ser estranho, pode parecer pior; depois de algumas vezes que tu percorres, acabas te dando conta que foi uma ótima escolha, ainda que necessário cuidar onde andava e as ruas que escolhia. Pode ser que nesse novo trajeto te olhem estranho graças ao novo corte de cabelo, ou que a comida pareça sem sal no restaurante que tu decidiu parar. No início, tudo são desafios, mas mais do que desafios, tudo é uma questão de ampliar os horizontes (novos horizontes, se não for isso, o que será?), ter sede de novo, não permitir que a rotina acomode e que nos conformemos com o "meio-termo".
Os dias eram todos iguais: a mesma música como despertador, os mesmos passos, a comida com o mesmo gosto, as mesmas ruas, os mesmos rostos. No início é divertido, mas depois de um tempo, acaba enjoando. E quando cansa, o que fazer? Tem gente que não muda, que permanece estagnado, por puro conforto. Não sou desse tipo, prefiro um momento na vida meio economia-da-Rússia-durante-a-revolução: um passo para trás e dois para frente.
Quando cansa dá vontade de revolucionar: cortar o cabelo, mudar o trajeto, mudar as pessoas, mudar o restaurante, até o toque do despertador dá vontade de mudar.
Certamente, nas primeiras vezes o novo trajeto vai ser estranho, pode parecer pior; depois de algumas vezes que tu percorres, acabas te dando conta que foi uma ótima escolha, ainda que necessário cuidar onde andava e as ruas que escolhia. Pode ser que nesse novo trajeto te olhem estranho graças ao novo corte de cabelo, ou que a comida pareça sem sal no restaurante que tu decidiu parar. No início, tudo são desafios, mas mais do que desafios, tudo é uma questão de ampliar os horizontes (novos horizontes, se não for isso, o que será?), ter sede de novo, não permitir que a rotina acomode e que nos conformemos com o "meio-termo".
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Sobre ser médico e a minha visão.
Hoje é dia do que eu quero que seja o meu dia pelo resto dos dias.
Quero acordar todas as manhãs (ou madrugadas, frequentemente) e pensar: feliz dia do médico.
Cada dia que passa aumenta a minha certeza sobre o que eu gosto, quero, me faz feliz e me emociona. Escolher como profissão algo que traga toda essa gama de sentimentos é essencial pra satisfação pessoal. Pode ser que eu ainda viva a parte utópica da história, mas não, não assisto nem me baseio em House ou Grey's Anatomy.
As dificuldades para quem deseja essa profissão iniciam antes mesmo de entrar na faculdade, que é o meu estágio. Sinto que o pré-vestibular é uma espécie de seletor que testa a tua resistência e a vontade que tu realmente tens de seguir a profissão porque, sinceramente, se tu não quiseres MUITO, vais acabar desistindo. A rotina que vai te acompanhar por toda a vida também deve ser um teste, afinal, teus dias terão horários bem divertidos. Às vezes tu vai ficar triste, vai dar notícias ruins, vai receber notícias ruins e vai lidar com a morte e a tristeza das pessoas.
Apesar disso, porque eu ainda quero ser médica?
Porque se às vezes vou lidar com tristeza, outras tantas vou lidar com a alegria, com notícias animadoras e, o principal: vou lidar com a vida.
Creio que ser médico é capaz de te fazer enxergar diariamente o valor que a vida tem, e o número de pessoas que descobrem isso quando é quase tarde. Tratar a dor e a tristeza para devolver a esperança e a felicidade é algo que me fascina e é a motivação que tenho para seguir rumo ao meu objetivo.
Feliz dia do médico para todos que já são ou estão em vias de se tornar!
Quero acordar todas as manhãs (ou madrugadas, frequentemente) e pensar: feliz dia do médico.
Cada dia que passa aumenta a minha certeza sobre o que eu gosto, quero, me faz feliz e me emociona. Escolher como profissão algo que traga toda essa gama de sentimentos é essencial pra satisfação pessoal. Pode ser que eu ainda viva a parte utópica da história, mas não, não assisto nem me baseio em House ou Grey's Anatomy.
As dificuldades para quem deseja essa profissão iniciam antes mesmo de entrar na faculdade, que é o meu estágio. Sinto que o pré-vestibular é uma espécie de seletor que testa a tua resistência e a vontade que tu realmente tens de seguir a profissão porque, sinceramente, se tu não quiseres MUITO, vais acabar desistindo. A rotina que vai te acompanhar por toda a vida também deve ser um teste, afinal, teus dias terão horários bem divertidos. Às vezes tu vai ficar triste, vai dar notícias ruins, vai receber notícias ruins e vai lidar com a morte e a tristeza das pessoas.
Apesar disso, porque eu ainda quero ser médica?
Porque se às vezes vou lidar com tristeza, outras tantas vou lidar com a alegria, com notícias animadoras e, o principal: vou lidar com a vida.
Creio que ser médico é capaz de te fazer enxergar diariamente o valor que a vida tem, e o número de pessoas que descobrem isso quando é quase tarde. Tratar a dor e a tristeza para devolver a esperança e a felicidade é algo que me fascina e é a motivação que tenho para seguir rumo ao meu objetivo.
Feliz dia do médico para todos que já são ou estão em vias de se tornar!
sábado, 15 de outubro de 2011
Sobre emoções e sorrisos.
"Deve haver alguma coisa que ainda te emocione."
E aí, quando tu ouves essa frase, o que pensa? Tu sabes o que te emociona, quem te emociona?
Normalmente as coisas simples fogem da nossa visão, vivemos esperando por momentos gloriosos, por fatos extraordinários, sem perceber que, a extraordinariedade está muito mais nos olhos de quem vê, do que naquilo que acontece. Discorda? Não sei vocês, mas quando eu chego em casa e meu cachorro pula em mim e fica pedindo carinho, me emociono. Quando eu vejo que tenho uma família linda e cultivo grandes amizades, me emociono. Me emociono ouvindo músicas, só pensar em algumas coisas, já me emociona. Só não vale deixar de se emocionar com beijos, abraços, sorrisos, sentimentos e pessoas, afinal, nesse contexto elas também são coisas.
Tu não precisas responder para os outros, precisa somente saber a resposta. Quando ouvir de novo a frase "deve haver alguma coisa que ainda te emocione", espero que diversas coisas, fatos e pessoas te venham a mente. Viver sem algo que te anime, te dê alegria e prazer passa muito longe da minha definição do verbo viver.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Sobre viagens e leitura.
Para nós, ocidentais, aceitarmos que, no outro lado do planeta, pessoas comem insetos fritos como aperitivo enquanto assistem a um jogo de futebol é, no mínimo, estranho. Fato é que, se tivéssemos nascido lá, talvez feijoada parecesse coisa de outro planeta. A cultura exerce grande influência sobre os hábitos de cada um, e é indiscutível que o meio em que somos criados é responsável por moldar boa parte de nossa personalidade.
Na última avaliação do PISA, prova de âmbito internacional que tem por objetivo avaliar a qualidade da educação dos países, o Brasil aparece numa das últimas colocações, fato que preocupa. Ao procurar motivos que justifiquem essa posição, um se destaca: o brasileiro não tem o hábito de ler. Enquanto em países desenvolvidos, como França ou Noruega, a média de livros lidos durante um ano por pessoa chega a quase vinte, no Brasil não alcançamos dois. De que maneira esperamos que crianças despertem o interesse pela leitura se, muitas vezes, não recebem o incentivo merecido?
Para Mário Quintana, o pior analfabeto é aquele que sabe ler, mas não o faz. Não se trata de distribuir livros para a sociedade; trata-se de ensiná-la a ler, alfabetizar o pensamento, a forma de ver a leitura e a importância que cada brasileiro dá a ela.
Quanto visitamos algum lugar diferente, sempre somos convidados a aprender sobre a cultura do local e a abrir nossa mente para novas ideias e novos costumes. Na leitura, é exatamente isso que falta: precisamos viajar nas histórias de outros livros, encantarmo-nos com fábulas, chorar com dramas e sentir medo nos suspenses. Quem sabe, a partir desse intercâmbio pessoal, não permitimos também que o Brasil viaje do fim da lista do PISA às primeiras colocações?
Na última avaliação do PISA, prova de âmbito internacional que tem por objetivo avaliar a qualidade da educação dos países, o Brasil aparece numa das últimas colocações, fato que preocupa. Ao procurar motivos que justifiquem essa posição, um se destaca: o brasileiro não tem o hábito de ler. Enquanto em países desenvolvidos, como França ou Noruega, a média de livros lidos durante um ano por pessoa chega a quase vinte, no Brasil não alcançamos dois. De que maneira esperamos que crianças despertem o interesse pela leitura se, muitas vezes, não recebem o incentivo merecido?
Para Mário Quintana, o pior analfabeto é aquele que sabe ler, mas não o faz. Não se trata de distribuir livros para a sociedade; trata-se de ensiná-la a ler, alfabetizar o pensamento, a forma de ver a leitura e a importância que cada brasileiro dá a ela.
Quanto visitamos algum lugar diferente, sempre somos convidados a aprender sobre a cultura do local e a abrir nossa mente para novas ideias e novos costumes. Na leitura, é exatamente isso que falta: precisamos viajar nas histórias de outros livros, encantarmo-nos com fábulas, chorar com dramas e sentir medo nos suspenses. Quem sabe, a partir desse intercâmbio pessoal, não permitimos também que o Brasil viaje do fim da lista do PISA às primeiras colocações?
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Sobre caminhos e nostalgia.
Queria ter a inocência da minha infância de volta. Quantas vezes me pego pensando na época que, todo o sábado, ia com meu pai ao supermercado, só pra no final comprar chocolate e um gibi novo. Coisas tão simples que fazem tanta falta. Deixamos pelo caminho da vida atividades, costumes e pessoas tão legais por não cultivar o que, de fato, é especial.
De vez em quando é bom sentar, fechar os olhos, respirar bem fundo e lembrar de tudo aquilo que um dia nos fez feliz. São os momentos que nos pegamos rindo sozinhos, suspirando ou, quem sabe, até chorando; chora-se de alegria também.
Se o teu caminho é longo, e tu já deixaste muita coisa que gostava pra trás, só resta planejar os próximos passos de maneira mais meticulosa. Tu não és João e Maria, não tens migalhas que apontam a direção a seguir para voltar onde já esteve. Muita coisa se perde e fica na memória, na caixinha com o título de nostalgia. Cabe somente a ti fazer com que, a partir de agora, as coisas fiquem guardadas na caixinha do tempo presente, presente eterno.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Sobre dar valor e pessoas.
Abraça enquanto há tempo. É sério, não seja idiota, não sinta vergonha nem pense que as pessoas estarão esperando toda a vida pelo dia que você acordar sensível o suficiente para dizer: "você me faz feliz", ou "eu te amo". Quando a vida nos dá um sacode, percebemos que todos que parecem "irretiráveis" da nossa rotina podem, de repente, tornar-se frágeis.
Sim, é óbvio que você ama a sua família; 99,99% das pessoas amam suas famílias. E dói falar? Fato é que é muito bom ouvir. Deixamos as oportunidades passarem, vivemos achando que tudo que nos cerca é intocável, que conosco nada pode acontecer. Você não é super-herói; seus pais não são eternos; seus avós não estarão todos os domingos da sua vida lhe esperando para uma visita e seus amigos cansam de ligar se você nunca lhes dá atenção.
Aproveite enquanto pode: diga para todos o quão especiais são pra você, e como a vida seria difícil se eles não estivessem dispostos a te ajudar e te apoiar. Não espere que algo de ruim aconteça pra que você finalmente consiga entender a importância que as pessoas têm na sua vida.
Sim, é óbvio que você ama a sua família; 99,99% das pessoas amam suas famílias. E dói falar? Fato é que é muito bom ouvir. Deixamos as oportunidades passarem, vivemos achando que tudo que nos cerca é intocável, que conosco nada pode acontecer. Você não é super-herói; seus pais não são eternos; seus avós não estarão todos os domingos da sua vida lhe esperando para uma visita e seus amigos cansam de ligar se você nunca lhes dá atenção.
Aproveite enquanto pode: diga para todos o quão especiais são pra você, e como a vida seria difícil se eles não estivessem dispostos a te ajudar e te apoiar. Não espere que algo de ruim aconteça pra que você finalmente consiga entender a importância que as pessoas têm na sua vida.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Sobre burcas e arte.
Religião iniciada por Maomé, durante o século VI, o islamismo é conhecido por suas leis e cultura muito diferentes das do mundo ocidental. Apesar de ter permitido a perpetuação do legado greco-romano durante a Idade Média, hoje tem seu tratamento com as mulheres visto como desrespeitoso e sórdido por boa parte da população mundial. Impedidas de mostrar seus rostos e corpos, de trabalhar, de ter voz ativa, as mulheres vivem sob as burcas que, mais do que corpos, cobrem sentimentos, vontades e dons.
Durante a Idade Média, não tínhamos tecnologia; no entanto, a produção artística desse período foi praticamente nula. Hoje, o que existem são pretextos para justificar a comodidade do ser humano. Crer que a tecnologia que dispomos nos dispersa do meio artístico é um argumento artificial; fatores como uma religião que proíbe a mulher de "viver", sob pena de morte, são muito mais consistentes do que a "preguiça enrustida". O islamismo é a prova de que até mesmo a arte é capaz de se destruir, sob diferentes aspectos.
Os adventos provenientes da 3º Revolução Industrial vieram para ampliar o conceito de arte que existia até então. Podemos ver apresentações de desenhos animados, de propagandas e vários outros setores que tiveram a chance de progredir com a computação gráfica, como é o caso do design. O problema é que, ao invés de utilizarmos tecnologias como a internet somente ao nosso favor, acabamos deixando que ela tome o lugar de atividades que propiciam a evolução mental, como escrever, ler um bom livro ou pintar um quadro.
Para Leonardo da Vinci, a arte diz o indizível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível. Podemos encontrá-la nas mais variadas formas, às vezes, muito distante de galerias e museus. Arte está em trocar o e-mail pela carta, uma conversa no "msn" por um chimarrão com os amigos, uma hora de "paciência" no computador por uma hora de banco imobiliário com os filhos. Somente depois de conseguirmos nos desvencilhar de todo o comodismo é que a burca negra que cobre todo o planeta cairá.
Durante a Idade Média, não tínhamos tecnologia; no entanto, a produção artística desse período foi praticamente nula. Hoje, o que existem são pretextos para justificar a comodidade do ser humano. Crer que a tecnologia que dispomos nos dispersa do meio artístico é um argumento artificial; fatores como uma religião que proíbe a mulher de "viver", sob pena de morte, são muito mais consistentes do que a "preguiça enrustida". O islamismo é a prova de que até mesmo a arte é capaz de se destruir, sob diferentes aspectos.
Os adventos provenientes da 3º Revolução Industrial vieram para ampliar o conceito de arte que existia até então. Podemos ver apresentações de desenhos animados, de propagandas e vários outros setores que tiveram a chance de progredir com a computação gráfica, como é o caso do design. O problema é que, ao invés de utilizarmos tecnologias como a internet somente ao nosso favor, acabamos deixando que ela tome o lugar de atividades que propiciam a evolução mental, como escrever, ler um bom livro ou pintar um quadro.
Para Leonardo da Vinci, a arte diz o indizível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível. Podemos encontrá-la nas mais variadas formas, às vezes, muito distante de galerias e museus. Arte está em trocar o e-mail pela carta, uma conversa no "msn" por um chimarrão com os amigos, uma hora de "paciência" no computador por uma hora de banco imobiliário com os filhos. Somente depois de conseguirmos nos desvencilhar de todo o comodismo é que a burca negra que cobre todo o planeta cairá.
domingo, 21 de agosto de 2011
Sobre Tonho Croco e palavras.
Durante a Idade Média, surgiu uma instituição que, por sua demasiada influência e importância, ditava as regras para toda a população: a igreja. Quando algumas pessoas decidiram contrariar o que lhes era imposto, foram queimadas como pecadoras. Durante cerca de 500 anos, nada restou para a população além do silêncio da concordância. Hoje, nos perguntamos: até que ponto argumentar é melhor do que silenciar?
Desde pequenos, somos ensinados a obedecer ao professor que está na sala de aula. Entretanto, quando discordamos de alguma atitude ou comentário, seria errado expressarmos o que pensamos? Dificilmente essa atitude seria vista de maneira positiva, mas sim como uma afronta. Se a ideia fosse vista dessa forma, então ainda viveríamos na Idade das Trevas. Fato é que, existem determinados momentos em que o silêncio deve falar mais alto, justamente pelo bem comum. Se cada um fosse totalmente livre para fazer o que bem entendesse, então não poderíamos viver num ambiente com leis e regras de convivência.
Nas últimas semanas, o estado do RS vem acompanhando a história de Tonho Croco, músico que foi processado por um deputado após criar uma música que denunciava um aumento salaria feito às escondidas. No caso de Tonho Croco, a tentativa de argumentar e contestar quase custou sua liberdade. Certamente, é preciso muita coragem para falarmos quando o silêncio para ser mais prático, mais confortável.
Para Confúcio, o silêncio é um amigo que nunca trai. Quantas vezes falamos algo por impulso e depois nos arrependemos...Na dúvida, o silêncio sempre será a melhor escolha, ainda que seja o silêncio de cansaço de quem se viu esgotado de tanto explicar.
Desde pequenos, somos ensinados a obedecer ao professor que está na sala de aula. Entretanto, quando discordamos de alguma atitude ou comentário, seria errado expressarmos o que pensamos? Dificilmente essa atitude seria vista de maneira positiva, mas sim como uma afronta. Se a ideia fosse vista dessa forma, então ainda viveríamos na Idade das Trevas. Fato é que, existem determinados momentos em que o silêncio deve falar mais alto, justamente pelo bem comum. Se cada um fosse totalmente livre para fazer o que bem entendesse, então não poderíamos viver num ambiente com leis e regras de convivência.
Nas últimas semanas, o estado do RS vem acompanhando a história de Tonho Croco, músico que foi processado por um deputado após criar uma música que denunciava um aumento salaria feito às escondidas. No caso de Tonho Croco, a tentativa de argumentar e contestar quase custou sua liberdade. Certamente, é preciso muita coragem para falarmos quando o silêncio para ser mais prático, mais confortável.
Para Confúcio, o silêncio é um amigo que nunca trai. Quantas vezes falamos algo por impulso e depois nos arrependemos...Na dúvida, o silêncio sempre será a melhor escolha, ainda que seja o silêncio de cansaço de quem se viu esgotado de tanto explicar.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Sobre professores e desenvolvimento. (Relação óbvia, não?)
Os heróis e exemplos de jovens e crianças do século XXI se encontram em 'Hollywood", ou nos desenhos animados. No entanto, se perguntássemos aos nossos avós quais eram seus ídolos quando tinham a nossa idade, a maioria citaria o nome de algum professor. Profissão louvável em qualquer tempo da história, hoje em dia carece de respeito e de consideração.
Ao acompanharmos os meios de comunicação, vemos os frequentes casos de agressão a professores, bem como o número de vezes em que os jovens saem impunes de seus atos. A falta de respeito e de devido valor àqueles com que convivemos desde a infância tem suas consequências em números: quase 70% dos alunos entrevistados durante pesquisa realizada afirmaram nunca ter considerado a ideia de lecionar. A densidade dos cursos da UFRGS também aponta grande queda na busca por graduação com licenciatura, especialmente cursos como Letras e Matemática, disciplinas fundamentais e cuja baixa é expressiva e preocupante.
Durante minha infância, todo o ano minha mãe e eu comprávamos algum mimo para presentear meus professores no seu dia. Hoje, a alegria dos alunos pelo dia do professor parece se resumir ao feriado. Falta de estrutura nas escolas e remuneração baixa são fatores que também afetam a decisão profissional. Diversas escolas sofrem com a falta de professor, restando como única opção cancelar aulas ou colocar profissionais para trabalhar fora da sua área.
Uma nova propaganda do governo atenta para a unanimidade da população mundial ao citar o profissional mais importante: o professor. Indicativos de qualidade de ensino em países desenvolvidos comprovam que o ato de educar está diretamente ligado à formação da sociedade e do caráter dos que ali vivem.
Ser professor é um ato de amor para com as futuras gerações, é ser o pilar da construção de uma sociedade, transformando crianças e jovens em cidadãos conscientes. Somente quando esse profissional tiver seu devido valor é que voltaremos a ter grandes quantidade de jovens almejando lecionar.
Ao acompanharmos os meios de comunicação, vemos os frequentes casos de agressão a professores, bem como o número de vezes em que os jovens saem impunes de seus atos. A falta de respeito e de devido valor àqueles com que convivemos desde a infância tem suas consequências em números: quase 70% dos alunos entrevistados durante pesquisa realizada afirmaram nunca ter considerado a ideia de lecionar. A densidade dos cursos da UFRGS também aponta grande queda na busca por graduação com licenciatura, especialmente cursos como Letras e Matemática, disciplinas fundamentais e cuja baixa é expressiva e preocupante.
Durante minha infância, todo o ano minha mãe e eu comprávamos algum mimo para presentear meus professores no seu dia. Hoje, a alegria dos alunos pelo dia do professor parece se resumir ao feriado. Falta de estrutura nas escolas e remuneração baixa são fatores que também afetam a decisão profissional. Diversas escolas sofrem com a falta de professor, restando como única opção cancelar aulas ou colocar profissionais para trabalhar fora da sua área.
Uma nova propaganda do governo atenta para a unanimidade da população mundial ao citar o profissional mais importante: o professor. Indicativos de qualidade de ensino em países desenvolvidos comprovam que o ato de educar está diretamente ligado à formação da sociedade e do caráter dos que ali vivem.
Ser professor é um ato de amor para com as futuras gerações, é ser o pilar da construção de uma sociedade, transformando crianças e jovens em cidadãos conscientes. Somente quando esse profissional tiver seu devido valor é que voltaremos a ter grandes quantidade de jovens almejando lecionar.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Sobre Cabresto e Copa do Mundo.
"Well you know, we all wanna change the world."
Hoje em dia, todo mundo tá meio assim, como diz o Prof. Claudiomar, querendo revolucionar, mudar o mundo, e acordando 10h30. Depois de ter tido aulas de história de verdade, e por influência do professor da matéria, comecei a perceber que, de fato, nossa história é deprimente. Não temos uma revolução que obteve resultados para o bem do povo, fizemos a independência e continuamos vivendo num império, dependentes de Portugal, da Inglaterra, de latifundiários, de comerciantes. A Revolução Farroupilha foi de elite, queria apenas resultados que favorecessem os grandes produtores de charque, colocou os negros nas frentes de batalha, prometeu liberdade aos que lutassem e não cumpriu. Nossa república sempre foi ridícula, do café-com-leite, com direito a cabresto e coronelismo. Vou pra aula estudar a Revolução Francesa, Revolução Russa, Revolução Mexicana; vejo na TV os gregos saindo para as ruas e fazendo alarde por causa de irregularidades do governo, crises, aumento de preços dos alimentos, enquanto nós, aceitamos tudo numa boa.
"Enquanto te exploram, tu gritas gol", foi o que eu fiquei sabendo estar escrito num viaduto de PoA. Enquanto pessoas morrem esperando na fila do SUS, construímos estádios e trazemos a Copa do Mundo e as Olimpíadas para cá. Enquanto a educação é precária e os professores recebem um salário vergonhoso, ministros, deputados, senadores, prefeitos, vereadores, e até organizadores do Natal Luz de Gramado compram mansões, carros importados, jatinhos, tudo com o nosso dinheiro.
E nós? Nós assistimos ao Jornal Nacional, esperamos terminar a novela e acompanhamos a rodada do campeonato brasileiro da quarta. Nós vemos erros ridículos acontecerem no Enem e aceitamos, bancamos o luxo alheio sem protestar, colocamos palhaços como deputados, e achamos bonito.
Temos uma herança, que vem desde nosso descobrimento, que parece ser impossível de sair do nosso DNA, caráter dominante, em toda a população: o comodismo.
Até quando? Pergunto eu, respondam vocês, respondamos nós todos.
Hoje em dia, todo mundo tá meio assim, como diz o Prof. Claudiomar, querendo revolucionar, mudar o mundo, e acordando 10h30. Depois de ter tido aulas de história de verdade, e por influência do professor da matéria, comecei a perceber que, de fato, nossa história é deprimente. Não temos uma revolução que obteve resultados para o bem do povo, fizemos a independência e continuamos vivendo num império, dependentes de Portugal, da Inglaterra, de latifundiários, de comerciantes. A Revolução Farroupilha foi de elite, queria apenas resultados que favorecessem os grandes produtores de charque, colocou os negros nas frentes de batalha, prometeu liberdade aos que lutassem e não cumpriu. Nossa república sempre foi ridícula, do café-com-leite, com direito a cabresto e coronelismo. Vou pra aula estudar a Revolução Francesa, Revolução Russa, Revolução Mexicana; vejo na TV os gregos saindo para as ruas e fazendo alarde por causa de irregularidades do governo, crises, aumento de preços dos alimentos, enquanto nós, aceitamos tudo numa boa.
"Enquanto te exploram, tu gritas gol", foi o que eu fiquei sabendo estar escrito num viaduto de PoA. Enquanto pessoas morrem esperando na fila do SUS, construímos estádios e trazemos a Copa do Mundo e as Olimpíadas para cá. Enquanto a educação é precária e os professores recebem um salário vergonhoso, ministros, deputados, senadores, prefeitos, vereadores, e até organizadores do Natal Luz de Gramado compram mansões, carros importados, jatinhos, tudo com o nosso dinheiro.
E nós? Nós assistimos ao Jornal Nacional, esperamos terminar a novela e acompanhamos a rodada do campeonato brasileiro da quarta. Nós vemos erros ridículos acontecerem no Enem e aceitamos, bancamos o luxo alheio sem protestar, colocamos palhaços como deputados, e achamos bonito.
Temos uma herança, que vem desde nosso descobrimento, que parece ser impossível de sair do nosso DNA, caráter dominante, em toda a população: o comodismo.
Até quando? Pergunto eu, respondam vocês, respondamos nós todos.
sábado, 30 de julho de 2011
Sobre tricô e meu irmão.
Eu não levo jeito com artesanato. Quando tinha uns dez anos, fui fazer curso de bordado. Moral da história: chorei de tanta raiva enquanto bordava uma toalhinha de bebê. Minha segunda tentativa foi quando comprei um novelo de lã azul pra aprender a fazer uma manta: desisti na 3º carreirinha porque eu apanhava pra colocar os pontos de volta na agulha. Impaciência sempre foi um baita defeito meu: odeio não conseguir as coisas, e me irrita que os outros não consigam as coisas que eu considero fácil. Isso não significa que eu sou malvada quando alguém me pede pra explicar algo (na maioria das vezes, eu explico com o tom de voz normal).
Minha situação com trabalho manuais é traumática, nunca gostei muito de desenhar no colégio, minhas pessoas sempre ficavam tortas. O que mais me irritava era que, o bosta do meu irmão (♥), desenhava super bem e tinha até aqueles blocos de desenho. Naquela época a gente ainda brigava, então chamei ele de bosta pra relembrar os velhos tempos.
Paciência é um dom divino, todos dizem. Mas sei lá, às vezes eu penso que paciência e tolerância andam muito unidas. Não deixo as pessoas fazerem o que bem entendem, não tolero diversas atitudes. Quando tu é muito paciente, os outros acabam se aproveitando de ti, ou então tu acaba se transformando naquela pessoa fechada, que não conta os problemas, vai engolindo todos os sapos que aparecem, até que um dia tudo excede o limite e: BUM!
Me mandem escrever 703948 vezes o Hino Nacional, mas não me peçam para bordar, tricotar, pintar, desenhar. Ainda bem que costurar pessoas é algo que me deixa bem mais animada!
(O título ficou gay, eu também achei.)
Minha situação com trabalho manuais é traumática, nunca gostei muito de desenhar no colégio, minhas pessoas sempre ficavam tortas. O que mais me irritava era que, o bosta do meu irmão (♥), desenhava super bem e tinha até aqueles blocos de desenho. Naquela época a gente ainda brigava, então chamei ele de bosta pra relembrar os velhos tempos.
Paciência é um dom divino, todos dizem. Mas sei lá, às vezes eu penso que paciência e tolerância andam muito unidas. Não deixo as pessoas fazerem o que bem entendem, não tolero diversas atitudes. Quando tu é muito paciente, os outros acabam se aproveitando de ti, ou então tu acaba se transformando naquela pessoa fechada, que não conta os problemas, vai engolindo todos os sapos que aparecem, até que um dia tudo excede o limite e: BUM!
Me mandem escrever 703948 vezes o Hino Nacional, mas não me peçam para bordar, tricotar, pintar, desenhar. Ainda bem que costurar pessoas é algo que me deixa bem mais animada!
(O título ficou gay, eu também achei.)
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Sobre Homeostase e Leis de Newton.
Durante a Inquisição, no período da Contrarreforma, a igreja católica decidiu perseguir os hereges: pessoas que atuavam de maneira contrária a seus preceitos. No decorrer da Idade Média, o poder da igreja era maior do que qualquer outra entidade, o que ampliava o significado dos preceitos católicos, englobando, além de teorias religiosas, teorias científicas e filosóficas. Célebres como Galileu Galillei e Giordano Bruno sofreram por suas ideias que, anos depois, acabaram por ser comprovadas, como é o caso da Teoria Heliocêntrica, de Galillei.
Onze séculos depois, tomamos este fato como exemplo para entender que a intolerância a novas ideias só atrasa o desenvolvimento humano. Se, na "Idade das Trevas", igreja e ciência tivessem convivido de forma harmoniosa, quiçá quantos anos antes, e quem teria descoberto que "a toda ação cabe uma reação" no lugar de Newton, no final do século XVII.
A homeostase corporal, ou seja, o equilíbrio entre a absorção e a liberação de energia, só é alcançado uma vez, no momento da morte. Tal fato se torna contraditório, pois iguala o equilíbrio à inexistência. Na verdade, mostra que a busca pelo equilíbrio é o que nos mantêm vivos.
O já batido ditado "nem oito, nem oitenta" tem seu fundo de razão; tudo que falta ou está em excesso faz mal. Abrir a mente para novas ideias é capaz de contribuir para o crescimento pessoal, ampliando nossos pontos de vista e, muitas vezes, permitindo que aperfeiçoemos nossas teses.
Na Idade Média, a população não tinha escolha entre concordar ou não com o que lhes era imposto. Hoje, vivemos na era digital, em que fontes de pesquisas são inesgotáveis. Se Pasteur não tivesse contestado a Teoria da Abiogênese, creríamos até agora que ratos nascem de roupas sujas. A partir do momento em que determinada situação gera desconfiança, é nossa obrigação buscar harmonia entre nossas crenças e o que já foi postulado. Concordo, portanto, com Einstein: uma mente que se abre a novas ideias nunca mais volta ao seu tamanho original.
Onze séculos depois, tomamos este fato como exemplo para entender que a intolerância a novas ideias só atrasa o desenvolvimento humano. Se, na "Idade das Trevas", igreja e ciência tivessem convivido de forma harmoniosa, quiçá quantos anos antes, e quem teria descoberto que "a toda ação cabe uma reação" no lugar de Newton, no final do século XVII.
A homeostase corporal, ou seja, o equilíbrio entre a absorção e a liberação de energia, só é alcançado uma vez, no momento da morte. Tal fato se torna contraditório, pois iguala o equilíbrio à inexistência. Na verdade, mostra que a busca pelo equilíbrio é o que nos mantêm vivos.
O já batido ditado "nem oito, nem oitenta" tem seu fundo de razão; tudo que falta ou está em excesso faz mal. Abrir a mente para novas ideias é capaz de contribuir para o crescimento pessoal, ampliando nossos pontos de vista e, muitas vezes, permitindo que aperfeiçoemos nossas teses.
Na Idade Média, a população não tinha escolha entre concordar ou não com o que lhes era imposto. Hoje, vivemos na era digital, em que fontes de pesquisas são inesgotáveis. Se Pasteur não tivesse contestado a Teoria da Abiogênese, creríamos até agora que ratos nascem de roupas sujas. A partir do momento em que determinada situação gera desconfiança, é nossa obrigação buscar harmonia entre nossas crenças e o que já foi postulado. Concordo, portanto, com Einstein: uma mente que se abre a novas ideias nunca mais volta ao seu tamanho original.
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